Pratique
O peso de se tornar o seu pior momento
Um erro pode durar um instante. Uma sentença pode durar a vida inteira. O mais estranho sobre a vergonha é que ela continua punindo as pessoas muito depois de o acontecimento ter ficado para trás.
A lembrança pode ir e vir, mas o julgamento costuma permanecer, repetindo o mesmo veredito até que a falha deixe de parecer algo que você fez e passe a parecer algo que você é.
A Sabedoria de Hoje
Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniquidades.Salmos 103:10 (ARC)
Uma das coisas mais difíceis sobre a vergonha é que ela raramente permanece ligada ao acontecimento original. A falha acontece uma única vez, mas a vergonha continua reabrindo o caso. Ela pega um momento do seu passado e o trata como uma prova permanente contra você.
É por isso que a vergonha muitas vezes parece mais pesada do que o próprio erro. As lembranças aparecem de vez em quando. A vergonha se instala e permanece. Por trás dela existe uma crença silenciosa: “Ainda devo algo pelo que fiz.” Então a mente continua tentando pagar essa dívida por meio do arrependimento, da autocrítica e de uma punição interior sem fim.
O versículo revela uma realidade diferente. Deus não continua nos tratando de acordo com nossas falhas. A vergonha presume o contrário. Ela age como se a dívida nunca pudesse ser quitada e a sentença jamais pudesse terminar.
Grande parte do cansaço que as pessoas sentem não vem de lembrar o passado, mas de se colocarem repetidamente no banco dos réus por causa dele. O acontecimento já passou, mas o julgamento continua.
A liberdade oferecida pela sabedoria bíblica começa aqui: um erro pode fazer parte da sua história, mas nunca foi destinado a se tornar a sua identidade. O que aconteceu merece honestidade. Não merece uma condenação para toda a vida.
Um Princípio
A vergonha se torna esmagadora quando transforma uma falha em identidade. Um erro pode fazer parte da sua história, mas nunca foi destinado a se tornar o veredito sob o qual você vive.
Uma Prática
Da próxima vez que uma falha do passado vier à sua mente, preste atenção às palavras que surgem em seguida. Pergunte a si mesmo: “Estou apenas lembrando o que aconteceu ou estou me colocando em julgamento outra vez?” Observe a diferença.
- Alvin